sábado, 31 de março de 2012

Gestifute lidera ranking das maiores agências de jogadores de futebol do mundo


Com um valor médio de 6,45 milhões de euros, cada um dos 83 jogadores representados pela portuguesa Gestifute garantiram a Jorge Mendes o reforço da liderança entre as maiores agências de jogadores de futebol do Mundo, com um plantel avaliado em 536 milhões de euros, segundo o ranking publicado pela Futebol Finance.

No plantel de Jorge Mendes contam- -se os nomes de Cristiano Ronaldo, Simão Sabrosa, Quaresma, Radamel Falcão ou Nani, estrelas suficientes para deixar a anos-luz a segunda agência de jogadores do ranking mundial: a Stellar. Esta empresa, apesar de representar mais do dobro dos jogadores da Gestifute, tem uma carteira avaliada em  274 milhões, ou seja, com um valor médio por jogador de 1,3 milhões de euros. Contas feitas ao top10, conclui-se que os jogadores representados por Jorge Mendes valem hoje 20,8% do total dos jogadores nas empresas do top10. Uma fatia que em 2009 era de apenas 18,5%.

Mais do que a liderança propriamente dita, o novo ranking mostra sobretudo o reforço do peso Gestifute no Mundo do futebol nos últimos anos. A agência de Jorge Mendes já era a mais valiosa do mundo para o portal especializado em finanças futebolísticas em Março de 2009. De 2009 até hoje, a carteira da Gestifute – avaliadas tendo em conta volume de negócios, qualidade e quantidade de jogadores e o valor médio de cada jogador – valorizou 32%, de 405 milhões de euros para os actuais 536 milhões, fruto de um reforço no total de jogadores representados (de 75 para 83) mas também da própria valorização dos atletas (em 2009 cada jogador da Gestifute valia em média 5,4 milhões, quase menos um milhão que actualmente).O valor registado em 2009 é ainda anterior à transferência que levou Ronaldo do Manchester United para o Real Madrid, já que essa só aconteceu em Junho desse ano.

O valor na carteira da Gestifute quase duplica o montante gerido pela segunda maior agência do mundo, a Stellar Football. A agência britânica que no seu plantel apresenta jogadores como Ashley Cole, Louis Saha ou Peter Crouch, por exemplo, viu a carteira ganhar apenas mais 3% de valor desde 2009, com uma subida de 100 mil euros no valor médio de cada jogador representado. Em 2009, os 221 jogadores agenciados pela Stellar Football valiam um total de 265 milhões de euros e hoje, com 209 jogadores agenciados, a carteira total da empresa vale 274 milhões de euros. Com estas evoluções distintas, a Gestifute reforçou o fosso que a separa da concorrência, já que a sua carteira de jogadores passou a valer quase duas vezes mais que a da rival Stellar, quando em 2009 valia 1,5 vezes mais.

A encerrar o pódio encontra-se a Base Soccer Agency, que gere nomes de jogadores britânicos que contribuem para uma carteira de 239 milhões de euros.

O benfiquista Cardozo é agenciado pela alemã Pro Soccer 24, a oitava maior segundo o referido estudo, com um total de 184 milhões de euros.

Já a brasileira MJF Publicidade e Promoções, responsável pela gestão empresarial do portista Hulk, é a 11ª maior, ao administrar jogadores avaliados em 178 milhões de euros. 

Para se ter uma pequena noção do valor alcançado pela Gestifute, de referir que os 536 milhões de euros nas mãos de Jorge Mendes correspondem a quase todo o valor de mercado do Banco Português de Investimento (BPI), já que a capitalização bolsista do banco segue hoje nos 546 milhões de euros. 


Daniel Gouveia

terça-feira, 20 de março de 2012

Liga Portuguesa de Futebol Profissional – alargamento da Liga Zon Sagres e Liga Orangina



Depois das notícias de ontem, decidi escrever a minha opinião sobre um assunto que poderá ter muito mais influência no nosso país do que um mísero Campeonato de Futebol.

Primeiramente, o alargamento do número de equipas vem de encontro a que estudo? Que método se utilizou para averiguar se era mais rentável e competitivo o campeonato com mais equipas? No que se pensou, para prever que o campeonato com mais equipas seria mais dinâmico? O porquê da alteração das normas, com entrada das novas directrizes, no campeonato que já está a acabar?

Pois bem, tudo isto tem duas justificações: a primeira, é a mais recorrente no nosso país, e advém das promessas eleitorais que os presidentes fazem, Mário Figueiredo, advogado de profissão, prometeu aos clubes que haveria um alargamento da Liga Orangina e que não havia despromoções. Como é de conhecimento geral, a diferença entre a 1ª e 2ª liga para as outras competições, é que há contratos profissionais e semiprofissionais, e como é óbvio, nenhum dos clubes que se encontra neste regime, quer ficar sem os contratos, com a noção que poderia ser destruído todo o clube (como aconteceu em clubes como o Farense). Pois bem, este advogado, conseguiu apelar ao voto dos clubes de menor dimensão e ganhar assim as eleições, através de uma promessa que nada favorece a modalidade.
A segunda justificação que analiso, e para mim ainda mais grave, é a falta de conhecimento, e profissionalismo da maioria dos responsáveis desportivos profissionais, que estão à frente de grandes instituições, e que tem a possibilidade de gerir grandes fontes de receita, mas no entanto, não houve qualquer tipo de estudo relativo à preponderância do alargamento dos campeonatos. Faltam gestores do desporto, falta gente profissional, com conhecimento de causa em gerir clubes, associações e federações, em vez de indivíduos que mal sabem ler, como é caso de alguns directores de clubes. 

Enquanto a gestão for feita por ex-jogadores, por filhos e enteados, e por indivíduos com interesses alheios ao desporto, só teremos a competição a ficar com uma má imagem, e a perder qualidade.
Tudo isto, poderia ser uma mera contestação se não visse o problema com uma visão mais alargada. Vejamos de alguns pontos de vista, os problemas imediatos inerentes a este processo:

- As equipas que não estão a disputar lugares europeus, não têm que se preocupar mais com o campeonato, o que faz com que seja um campeonato irreal, sem interesse, e bastante fraudulento. Além disso, alterar as regras a meio do jogo, é no mínimo incorrecto;

- Objectivos da maioria das equipas das duas ligas, já está alcançado, e como tal, já não há nada por que competir.

 Se tivermos em perspectiva o futuro da competição há que ter em consideração:

- Com 18 clubes, a assistência média dos estádios, não chega aos 20%, com mais clubes, pior será. Ter clubes como a União de Leiria com 300 pessoas no estádio, Naval com números semelhantes, só diminui a competitividade e espectacularidade do campeonato. Haverá ainda maior discrepância entre as equipas, e para as equipas mais fortes, certas deslocações serão meros passeios;

- Num país com 10 milhões de habitantes, focalizados predominantemente na zona Litoral, aumentar o número de equipas, apenas fará com que se faça um campeonato nas grandes cidades (numa perspectiva futura, imagino 3 equipas do distrito de Braga (Gil Vicente, Braga e Vitória de Guimarães), 2 equipas de Madeira (Marítimo e Nacional), 2 equipas do Algarve (Olhanense e Portimonense), 2 equipas de Aveiro (Beira-Mar e Feirense), 4 de Lisboa (Benfica, Sporting, Estoril e Belenenses), 1 de Coimbra (Académica), e do Porto (Porto, Boavista, Leixões, Rio Ave, Paços de Ferreira e Trofense). Tive em conta, os clubes que maior notoriedade tem e que mais adeptos vão ao estádio… mas mesmo assim, é incomportável ter um campeonato tão longo, em que apenas 5 equipas é que conseguem ter médias superiores a 10.000 adeptos por jogo, e em que a gestão danosa da maioria dos clubes, torna a Liga no ciclo vicioso, em que os que trabalham seriamente, são prejudicados pela falta de profissionalismo dos outros clubes, e pela falta de conhecimento de quem gere a Liga.

O futebol em Portugal gere mais de 1% do PIB Português. Se tivermos em conta que nos últimos 12 anos, Portugal esteve em várias finais e meias-finais europeias, que organizamos o euro 2004, etc, que estamos no top 6 do ranking da UEFA, que estamos no Top 10 da qualidade de campeonato, que este ano perspectiva-se que ultrapassemos França no ranking, e vamos alterar porquê? Vamos entrar no modelo competitivo de países com 5 vezes mais população que nós porquê? 

Se o que fazemos, fazemos bem, para que vamos alterar? Para quê, eleger alguém para Presidente da Liga, que nada têm a ver com Futebol nem com Gestão Desportiva, nem inclusive com recursos económicos, e vêm pedir 200 milhões de Euros, pela transmissão televisa da próxima época? Mas o que é que este indivíduo entende afinal?

Mais uma vez, fica provado, que o problema está na “mesquinhice” dos pequeninos, a quererem trepar paredes, quando não trabalham para tal, e que através de favores eleitorais, atingem resultados com fraude, a fugir da verdade desportiva, e a denegrir a imagem conceituada do futebol Português na Europa. 

Em suma, o problema está na má política de gestão, na postura clara de procura de favores, e de conflito de interesses, em vez da potencialização de resultados, na comercialização e inovação, com alterações ponderadas e que possibilitem o crescimento positivo da modalidade. Há que ponderar quando se vota num órgão, quando se elege um director, e como se rege um clube, porque por muito pouco influente que o clube possa ser, estando na Liga de Futebol, está directamente ligado com o crescimento económico do país.

Mesmo que consiga admitir, que haja algum estudo que o alargamento seja viável, gostaria de compreender o porquê, dos mesmos clubes que votaram no actual presidente, recusaram a liguilha, para que não houvesse qualquer despromoção?

Será que estamos a ser bem geridos?

Pedro Sardo Pereira

segunda-feira, 19 de março de 2012

Nova equipa de colaboradores

O blog Gestão do Desporto 360, pretende ter maior amplitude de ideias, diferentes pontos de vista e criar mais oportunidades de crítica (construtiva) e de debate. Assim, uma nova equipa de colaboradores com formação na área da Gestão Desportiva começa a partir deste momento a escrever neste espaço


Os novos membros são:
 Pedro Sardo Pereira
Carlos Nascimento
Miguel Cruz
João Silva Costa 

Esperamos que seja do seu agrado!


A equipa,
Gestão do Desporto 360