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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Manchester United é o clube mais rico do mundo


A revista norte-americana "Forbes" considerou o Manchester United o clube mais rico do Mundo na época de 2010/11, com um valor de 1,7 mil milhões de euros, de acordo com o seu estudo anual.

O clube inglês, cujo valor evoluiu 20% face a 2009/2010, cimentadas numa legião de cerca de 330 milhões de adeptos espalhados por todo o mundo. Os "Red Devils" são mesmo a equipa mais valiosa dos desportos profissionais, incluindo equipas do basebol como os New York Yankees ou do futebol americano como os Dallas Cowboys, que ficam cerca de 300 milhões de euros abaixo.

O Real Madrid de Cristiano Ronaldo surge em 2.º lugar no ranking, avaliado 1,43 mil milhões de euros, após um crescimento de património de 29% no último ano, seguindo-se Barcelona, 996 milhões de euros e Arsenal, 985 milhões de euros.

O cálculo seguido para encontrar estes valores teve em conta as receitas arrecadadas com direitos de transmissão televisiva, patrocínios, venda de bilhetes e comercialização de merchandising.
O valor médio dos vinte clubes da lista aumentou 20 por cento para 770 milhões de dólares (587,2 milhões de euros), enquanto os lucros operacionais subiram 13 por cento para um valor médio de 45 milhões de dólares, ou seja 34,3 milhões de euros.

Numa lista com 20 clubes, em que nenhum clube português está incluído, e, de acordo com a análise feita aos relatórios financeiros dos clubes a média subiu 20%, rondando os 590 milhões de euros para 770 milhões de dólares (587,2 milhões de euros), enquanto os lucros operacionais cresceram 13% - estão nos 34,3 milhões de euros.

Lista dos 20 clubes mais ricos do mundo:

1.º Manchester United 1,704
2.º Real Madrid 1,431
3.º Barcelona 996
4.º Arsenal 985
5.º Bayern Munique 941
6.º AC Milan 753
7.º Chelsea 580
8.º Liverpool 472
9.º Juventus 459
10.º Schalke 447
11.º Tottenham 430
12.º Inter Milão 373
13.º Manchester City 337
14.º Borússia Dortmund 300
15.º Lyon 293
16.º Hamburgo 270
17.º AS Roma 269
18.º Marselha 266
19.º Valência 219
20.º Nápoles 215

Valores em milhões de euros

sábado, 31 de março de 2012

Gestifute lidera ranking das maiores agências de jogadores de futebol do mundo


Com um valor médio de 6,45 milhões de euros, cada um dos 83 jogadores representados pela portuguesa Gestifute garantiram a Jorge Mendes o reforço da liderança entre as maiores agências de jogadores de futebol do Mundo, com um plantel avaliado em 536 milhões de euros, segundo o ranking publicado pela Futebol Finance.

No plantel de Jorge Mendes contam- -se os nomes de Cristiano Ronaldo, Simão Sabrosa, Quaresma, Radamel Falcão ou Nani, estrelas suficientes para deixar a anos-luz a segunda agência de jogadores do ranking mundial: a Stellar. Esta empresa, apesar de representar mais do dobro dos jogadores da Gestifute, tem uma carteira avaliada em  274 milhões, ou seja, com um valor médio por jogador de 1,3 milhões de euros. Contas feitas ao top10, conclui-se que os jogadores representados por Jorge Mendes valem hoje 20,8% do total dos jogadores nas empresas do top10. Uma fatia que em 2009 era de apenas 18,5%.

Mais do que a liderança propriamente dita, o novo ranking mostra sobretudo o reforço do peso Gestifute no Mundo do futebol nos últimos anos. A agência de Jorge Mendes já era a mais valiosa do mundo para o portal especializado em finanças futebolísticas em Março de 2009. De 2009 até hoje, a carteira da Gestifute – avaliadas tendo em conta volume de negócios, qualidade e quantidade de jogadores e o valor médio de cada jogador – valorizou 32%, de 405 milhões de euros para os actuais 536 milhões, fruto de um reforço no total de jogadores representados (de 75 para 83) mas também da própria valorização dos atletas (em 2009 cada jogador da Gestifute valia em média 5,4 milhões, quase menos um milhão que actualmente).O valor registado em 2009 é ainda anterior à transferência que levou Ronaldo do Manchester United para o Real Madrid, já que essa só aconteceu em Junho desse ano.

O valor na carteira da Gestifute quase duplica o montante gerido pela segunda maior agência do mundo, a Stellar Football. A agência britânica que no seu plantel apresenta jogadores como Ashley Cole, Louis Saha ou Peter Crouch, por exemplo, viu a carteira ganhar apenas mais 3% de valor desde 2009, com uma subida de 100 mil euros no valor médio de cada jogador representado. Em 2009, os 221 jogadores agenciados pela Stellar Football valiam um total de 265 milhões de euros e hoje, com 209 jogadores agenciados, a carteira total da empresa vale 274 milhões de euros. Com estas evoluções distintas, a Gestifute reforçou o fosso que a separa da concorrência, já que a sua carteira de jogadores passou a valer quase duas vezes mais que a da rival Stellar, quando em 2009 valia 1,5 vezes mais.

A encerrar o pódio encontra-se a Base Soccer Agency, que gere nomes de jogadores britânicos que contribuem para uma carteira de 239 milhões de euros.

O benfiquista Cardozo é agenciado pela alemã Pro Soccer 24, a oitava maior segundo o referido estudo, com um total de 184 milhões de euros.

Já a brasileira MJF Publicidade e Promoções, responsável pela gestão empresarial do portista Hulk, é a 11ª maior, ao administrar jogadores avaliados em 178 milhões de euros. 

Para se ter uma pequena noção do valor alcançado pela Gestifute, de referir que os 536 milhões de euros nas mãos de Jorge Mendes correspondem a quase todo o valor de mercado do Banco Português de Investimento (BPI), já que a capitalização bolsista do banco segue hoje nos 546 milhões de euros. 


Daniel Gouveia

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Magnata russo compra 66% do AS Mónaco


O Mónaco é o mais recente clube de futebol nas mãos de um milionário: o clube do principado foi adquirido pelo russo Dmitry Rybolovlev, que tem uma fortuna avaliada em 73 biliões de euros, gerada por produtos fertilizantes, e promete investir no clube 100 milhões durante os próximos quatro anos.

Através da Monaco Sport Invest (MSI), com ligações ao milionário russo, assumiu o controlo do AS Monaco com 66,67% das acções, anunciou o cube.

"A MSI comprometeu-se a investir pelo menos 100 milhões de euros, durante os próximos quatro anos. Este montante constitui um mínimo garantido e, caso seja necessário, pode ser aumentado", segundo o mesmo comunicado.

Os restantes 33% permanecem sob o controlo da Association Sportive de Monaco Football Club, representando os interesses do Principado.

O principe Alberto II, que recentemente se havia avistado com Dmitry Rybolovlev, residente em onte Carlo e 93.ª fortuna mundial, segundo a "forbes", saudou o acordo.

"Abre uma nova página na história da equipa de futebol tão querida ao Principado, a que desejo que progressivamento recupere a envergadura que, pelo seu passado, fez dela um dos simbolos da vida desportiva do Mónaco", declarou classificando o negócio como "inevitável".

Para Rybolovlev, esta operação não é "simplesmente uma aquisição", mas "o começo de uma parceria eficaz".

“Penso que o clube tem um enorme potencial. Espero ser capaz de desenvolver todo o seu potencial, tanto a nível nacional como a nível europeu", afirmou Rybolovlev, que também disse ser um “adepto fanático de futebol”. “Por viver já há algum tempo no Mónaco, entendo que esta equipa é um dos principais símbolos do Principado, com todo o seu orgulho e tradição”, completou o bilionário russo.

Depois de 34 anos na elite do futebol francês, o Mónaco desceu, esta época, para o segundo escalão, onde está numa situação complicada, com apenas uma vitória em 18 jornadas.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Adidas renova apoio às competições da UEFA


A UEFA assinou um novo acordo de patrocínio com a adidas, por seis anos, para a UEFA Champions League, UEFA Europa League e SuperTaça Europeia, que vai vigorar até ao final da época de 2017/18. 

A UEFA anunciou esta quinta-feira a renovação da sua parceria de longa data com a adidas para a UEFA Champions League e a UEFA Europa League, para além de um acordo relativo à SuperTaça Europeia.

Este acordo permite à adidas, fornecedora de produtos oficial, reforçar a relação de sucesso com estas provas até ao final da época de 2017/18. Os jogos da UEFA Champions League vão ser disputados com bolas oficiais adidas a partir dos "play-off", e em todas as épocas serão criadas bolas com um novo "design" e uma bola especial será elaborada para os jogos da fase a eliminar até à final.

O desenho da bola oficial da UEFA Europa League é baseado no logótipo oficial da competição e a bola será usada da fase de grupos até a final.

Além disso, a adidas vai continuar a promover a UEFA Champions League e a UEFA Europa League através de várias iniciativas, incluindo:

• A adidas vai disponibilizar em todo o Mundo uma gama de produtos de alto desempenho com as insígnias da UEFA Champions League e da UEFA Europa League;

• Serão criadas zonas específicas dedicadas à UEFA Champions League nas lojas da adidas, onde será vendida uma vasta gama de produtos da competição;

• Os árbitros da UEFA Champions League vão usar um equipamento especial com o desenho da Starball da UEFA;

• A adidas vai criar uma gama de vestuário e acessórios específica para todas as finais da UEFA Champions League e da UEFA Europa League;

• Será alargado o fornecimento de vestuário inspirado na UEFA Champions League a todos os programas de futebol de "raízes" da UEFA Champions League;

• A adidas vai continuar a fornecer as bolas de jogo oficiais das finais da UEFA Women's Champions League e da Taça UEFA de Futsal.

O director-executivo da UEFA Events SA, David Taylor, comentou o acordo: "Estamos muito satisfeitos por a adidas ter decidido renovar o acordo com a UEFA para as competições europeias de clubes. Esta renovação mostra a força da nossa relação comercial e garante a continuidade da adidas no coração do futebol europeu. Esta colaboração contínua vai criar novas oportunidades para a promoção do melhor futebol da Europa em todo o Mundo."

O director-executivo do Grupo adidas, Herbert Hainer, afirmou: "A associação às maiores competições de clubes da Europa, a UEFA Champions League e a UEFA Europa League, vai-nos permitir reforçar a liderança no mercado mundial do futebol."

A UEFA Events é uma subsidiária da UEFA detida na totalidade por esta, criada para gerir as operações comerciais e eventos do organismo que tutela o futebol europeu. É, entre outras coisas, responsável por gerar receitas de direitos de media, patrocínios, licenciamento e hospitalidade que depois revertem para todas as competições profissionais de selecções e clubes, e por administrar as relações com todos os seus parceiros comerciais associados.

Fonte: Uefa

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

FC Porto constitui agência de Viagens "Dragon Tour"


Dragon Tour é o nome da agência de viagens constituída pelo FC Porto e que terá a primeira operação na próxima semana, quando a equipa de futebol se deslocar a Donetsk, na Ucrânia, para jogar a quinta jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões.
A agência está vocacionada para oferecer produtos relacionados com eventos desportivos, designadamente aqueles em que participam as equipas do FC Porto com vantagens importantes para os associados, mas também é destinada ao público em geral, tendo oferta de programas para qualquer destino requerido pelos clientes.

A agência de viagens é detida totalmente pelo FC Porto e, a partir de agora, passa a deter a exclusividade do acompanhamento da equipa e a comercialização dos produtos, sendo o único operador capaz de garantir sempre bilhetes para os jogos do clube.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Real Madrid gera receitas de 480 milhões de euros


















O Real Madrid foi o clube de futebol do Mundo que mais receitas obteve na temporada passada. Os merengues facturaram 480 milhões de euros, mais 33 que o Barcelona e mais de 100 do que o Manchester United, de acordo com o jornal italiano La Gazzetta dello Sport. De acordo com dados divulgados pelo clube, o clube espanhol encerrou a temporada de 2010/2011 com um aumento de 8,6% em relação ao balanço anterior.

O lucro do clube espanhol ascende a 31,6 milhões de euros, dado que indica um aumento de 31,7% em relação à época anterior enquanto a dívida caiu 30,6%. Mesmo assim, o clube ainda deve 169,7 milhões de euros.

O clube presidido por Florentino Pérez conseguiu 153 milhões de euros nos direitos televisivos, 149 na exploração do estádio, outros em vendas comerciais e quase 30 noutras áreas.

Perto do Real Madrid ficou o Barcelona com 447 milhões, que nos próximos resultados poderá igualar o clube blanco graças ao contrato de patrocínio com a Qatar Foundation. As receitas nulas relativas à publicidade nas camisolas e os altos prémios pagos aos jogadores por vencerem liga e Liga dos Campeões penalizaram os blaugrauna na temporada passada, com um défice de cerca de 10 milhões de euros.

Na liga inglesa, destacam-se Manchester United que arrecadou 367 milhões e o Arsenal 283. No calcio italiano, registaram-se números muito abaixo, menos de metade do que o Real Madrid: Milan 228 milhões de euros, Inter 217 e Juventus 154.

O Real Madrid, cuja equipa de futebol é orientada por José Mourinho e na qual alinham os internacionais portugueses Cristiano Ronaldo, Pepe, Ricardo Carvalho e Fábio Coentrão, foi mesmo a entidade desportiva que mais receitas gerou em todo o mundo com melhor salto positivo, cerca de 32 milhões.

Porto, Benfica e Sporting devem 350 milhões de euros à banca






















Os clubes de futebol estão dependentes do financiamento bancário e começam a sentir muitas dificuldades de acesso ao crédito. Segundo as contas de António Samagaio, professor do ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão), "a dívida financeira (empréstimos à banca e empréstimos obrigacionistas) da SAD do Benfica está em 157 milhões de euros, a do FC Porto em 98 milhões e a do Sporting em 95 milhões", o que totaliza 350 milhões de euros.

"Quando vencer esta dívida, será que os bancos vão voltar a conceder empréstimos? Tenho dúvidas de que esta política seja sustentável", afirma ao PÚBLICO António Samagaio, depois de ter analisado os relatórios e contas individuais divulgados pelas SAD dos "três" grandes clubes nacionais. Contactados pelo PÚBLICO, os responsáveis dos principais bancos (CGD, BES e BCP) não quiseram comentar o caso particular de nenhum cliente, mas referiram que estão a ser mais rigorosos na concessão de crédito a todas as empresas e que os clubes de futebol não fogem à regra.

Um recente estudo encomendado pela Liga de clubes à Universidade Católica revelou que o endividamento dos clubes portugueses da I Liga aumentou 500 milhões de euros nos últimos dez anos. E o problema agrava-se agora, por causa da crise da dívida europeia. Em Julho passado, Fernando Gomes, presidente da Liga e agora também candidato à presidência da Federação Portuguesa de Futebol, revelava que já havia alguns bancos com "indicações para não emprestarem dinheiro aos clubes de futebol".

António Samagaio acrescenta que o atraso do FC Porto no pagamento da transferência de Mangala ao Standard de Liège "é um indício" das dificuldades de acesso ao crédito: "Se calhar ninguém emprestou nesse momento", diz o professor do ISEG, fazendo a mesma leitura de declarações de Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, que ontem repetiu o alerta de que as dificuldades económicas vão obrigar o clube a "investir menos".

Uma parte importante dos empréstimos dos clubes de futebol é de curto prazo, o que os deixa muito expostos às actuais limitações dos bancos. Reflexo disso é também a subida das taxas de juro que os clubes pagam. "No seu relatório, o FC Porto revela que a taxa média anual dos empréstimos foi de 4,39% em 2010 e de 6,78% em 2011", aponta António Samagaio, considerando que, até mesmo nos empréstimos obrigacionistas, os "clubes estão a financiar-se a taxas proibitivas".

"O empréstimo obrigacionista do FC Porto é de 8% e do Sporting 9,5%. Eles não têm um negócio capaz de gerar rentabilidade para cobrir este custo de capital", avisa o professor do ISEG, acrescentando que a SAD do Benfica é a mais endividada. "O Benfica tem tido uma estratégia de endividamento significativa. Só em 2008-09, recebeu (em termos líquidos) 44 milhões de empréstimos." Hélder Varandas, especialista em finanças de futebol, salienta precisamente os encargos com juros que foram assumidos pelas SAD na época 2010-11: "Quase 14 milhões de euros (ME) no caso do Benfica e 5 ME nos casos de FC Porto e Sporting."

"Quando olhei para as contas dos clubes, vislumbrei a situação das contas públicas do país", diz mesmo António Samagaio, sublinhando que os "próprios auditores chamam a atenção para que a continuidade destas SAD está assente no pressuposto de lhes ser mantido o apoio financeiro."


Mudar de vida

Paulo Reis Mourão, professor de Economia na Universidade do Minho, a quem o PÚBLICO também pediu para analisar as contas das SAD, defende que o estado das finanças dos clubes deve "gerar uma séria preocupação nos adeptos": "A volatilidade do financiamento pode levar a que um clube, que antes poderia permanecer longos anos num alto patamar, fique descapitalizado rapidamente e possa mesmo cair no risco de desaparecimento." É que, segundo Reis Mourão, antes os clubes "estavam dependentes da economia local, mas agora o seu sangue está nos mercados financeiros".

Estes especialistas não hesitam em dizer que os clubes têm de mudar de vida. A diversificação de fontes de financiamento é um caminho, como os fundos de jogadores. Mas só isso poderá não chegar, até porque a situação económica e as novas regras do fair play financeiro podem baixar significativamente o valor das transferências de jogadores, receita importante para os cofres de emblemas exportadores.

E se o Benfica é o clube mais exposto ao endividamento bancário, o FC Porto é aquele que mais depende do mercado de transferências. É que os "dragões", apesar de somarem lucros há cinco anos seguidos, só conseguiram equilibrar as contas graças a avultadas transferências de jogadores. "Desde 2005-06, o FC Porto teve um saldo positivo de transferências de jogadores de 135 ME. O Benfica tem um saldo positivo de 40 ME e o Sporting um saldo negativo de 15 ME", resume António Samagaio, para quem uma contenção dos custos é inevitável.

O professor do ISEG contesta ainda o argumento, frequentemente usado pelos clubes, de que os activos que têm são suficientes para cobrir os passivos. "O valor de mercado do plantel do Benfica, mesmo que vendessem todos os jogadores, não era suficiente para cobrir o passivo e o dinheiro que os accionistas lá colocaram quando constituíram a SAD", avisa.


Fundos de jogadores, uma outra forma de financiamento

"As dificuldades de financiamento já não são de agora e por isso é que temos diversificado as nossas fontes de financiamento. Já fizemos empréstimos obrigacionistas, já emitimos papel comercial e constituímos fundos de jogadores". É desta forma que Domingos Soares Oliveira, administrador da SAD do Benfica, reage ao PÚBLICO, quando questionado sobre as crescentes restrições no acesso ao crédito bancário. Tal como o Benfica, o Sporting também já criou um fundo de jogadores, o que permite vender partes de passes de atletas aos investidores desse fundo, antecipando assim receita. O FC Porto tem feito o mesmo, mas de outra forma: cedendo parcelas de passes a empresas. Refira-se ainda que os clubes têm apresentado quer passes de jogadores, quer contratos de patrocínio como garantia nos empréstimos que têm contraído junto da banca. 

Fonte: Publico

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Chelsea estuda negociação dos direitos de naming rights de Stamford Bridge


O Chelsea está a estudar a negociação dos direitos de naming rights do estádio Stamford Bridge ainda esta temporada.

Mesmo estudando a possibilidade da construção de um novo estádio, o clube londrino, propriedade do milionário russo Roman Abramovich, pretende facturar cerca de 117 milhões de euros com a venda dos direitos do nome do seu estádio, à imagem daquilo que o Arsenal fez aquando da construção do novo estádio que se passou a chamar Emirates Stadium.

Ron Gourlay, director-executivo dos blues disse "Esperamos fazer um anúncio em relação ao 'naming' de Stamford Bridge entre 6 a 8 meses. Caso seja alcançado um acordo, seria muito bom para o clube em termos de receitas".

"Precisamos de um estádio entre os 60 e 65 mil lugares. Temos o oitavo maior estádio de Inglaterra e o 61.º maior da Europa. Temos de encontrar uma solução" referiu ainda.

Stamford Bridge tem capacidade para "apenas" 42.449 espectadores e 38.000 em jogos por competições da UEFA.



terça-feira, 8 de novembro de 2011

Real Madrid - Osasuna visto por 120 milhões de espectadores na China


O jogo entre Real Madrid e Osasuna em que os Madrilenos ganhou por expressivos 7 -1, teve a particularidade de ser disputado ao meio dia do horário local. O jogo foi marcado a esta hora para que fosse transmitido na Ásia a uma hora mais "adequada".

Cristiano Ronaldo somou mais um hat-trick, num jogo que foi visto em directo na televisão chinesa por 120 milhões de espectadores. Os dados foram revelados pela CCTV5, detentora dos direitos de transmissão. Mas a audiência não se ficou por aqui. O encontro foi ainda seguido por outros quase 100 milhões através de uma página na internet que habitualmente transmite a liga espanhola e outras competições europeias, o zhibo8.com.

Só na China, calcula-se que o embate foi visto por cerca de 60 milhões de pessoas, trazendo um aporte muito forte para o clube e os patrocinadores envolvidos. O facto de o jogo ter sido transmitido em canal aberto no país e de ter começado às 19h ajudam a explicar o fenómeno de audiências. Ainda para mais, os Merengues realizaram a pré-temporada, precisamente, na China.

Os resultados parecem dar razão aos dirigentes da liga espanhola, que planeiam transmitir jogos do Real e Barcelona neste horário (12 horas em Espanha, 11 horas em Portugal) para adquirir maior número de receitas no continente asiático.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Clubes de futebol admitem não cobrar mais IVA nos bilhetes



O agravamento do IVA de seis para 23% (escalão máximo) sobre o preço dos bilhetes vai ser absorvido por alguns clubes dos dois escalões profissionais de futebol, embora muitos defendam uma solução concertada. 
 
Segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2012, os bilhetes para espectáculos e eventos desportivos deixarão de ser tributados pela taxa mínima e passarão a ter de "reencaminhar" para as Finanças 23% do seu valor

João Bartolomeu, presidente da União de Leiria, diz que este será um tema a abordar na quarta-feira entre todos os clubes, embora não tenha ainda uma opinião formada sobre uma solução que permita, pelo menos, suavizar a subida do imposto.

"Ainda não sabemos o que vamos fazer quanto ao aumento do IVA. Ainda estamos a estudar a situação, mas não concordo com o aumento. Vai criar ainda mais dificuldades aos clubes. O que o Governo devia fazer era baixar a despesa e não aumentar os impostos a toda a gente", sugeriu João Bartolomeu à agência Lusa.

No entanto, clubes como o Vitória de Guimarães, Beira-Mar, Gil Vicente, Feirense, Estoril-Praia ou Arouca mostram-se dispostos a manter os preços e a assumir a subida de 17 por cento. "Em princípio, vamos assegurar esse ónus e suportar o aumento do IVA", afirmou à Lusa Luciano Baltar, vice-presidente do Vitória de Guimarães, clube que, mesmo assim, tem a "almofada" da venda de cativos.

A venda destes lugares, que estão isentos de IVA, representou esta época mais de metade da lotação do Estádio D. Afonso Henriques (15.664 lugares vendidos).

Pedro Coelho, administrador da SAD do Beira-Mar, também assume que será o clube a suportar o aumento, para "não agravar um cenário já de si grave", mas também pede que o problema seja discutido em plenário de clubes.

O mesmo responsável admite que a eventual assimilação da subida do imposto será "facilitada" pelo facto de o Beira-Mar já ter recebido neste ano civil Benfica, FC Porto e Sporting, os clubes que permitem as maiores receitas da temporada.

O presidente do Gil Vicente, António Fiúza, também pede uma reunião entre os clubes profissionais para acertar uma posição conjunta, mas defende que sejam os clubes a assumir o encargo, de forma a evitar que o número de espectadores "diminua drasticamente".

"Teremos que aproveitar as receitas dos jogos com os grandes, nomeadamente Benfica e FC Porto", frisa o presidente do Gil Vicente, considerando que esta é a forma de compensar a absorção do aumento do IVA.

O presidente do Feirense, Rodrigo Nunes, admite que o clube "ainda não tem uma estratégia para combater o aumento da taxação dos bilhetes", mas tem praticamente a certeza de que será o clube a suportar o aumento, "para que os adeptos não fiquem prejudicados".

O presidente do Paços de Ferreira, Carlos Barbosa, tem uma opinião contrária e defende que "não faz sentido nenhum serem os clubes, que já vivem uma situação difícil, a suportar essa despesa". "Ainda estamos a estudar a situação, mas, em princípio, iremos repercutir o aumento do IVA no preço dos bilhetes. Admito um ligeiro aumento no preço dos ingressos. O espectador terá de suportar mais uma despesa", reconheceu o líder pacense.

O presidente do Olhanense, Isidoro Sousa, ainda não sabe por qual solução vai optar, mas tem a certeza de que o clube "vai ficar a perder" com esta subida do imposto. "É um problema sério para nós e ainda não sabemos como vamos actuar no futuro. O que sabemos é que, em tempos de dificuldades económicas para as pessoas, subir o preço dos bilhetes será muito complicado para os adeptos", lamentou o dirigente algarvio.

Na Liga de Honra também há clubes disponíveis para suportarem o aumento, como o Estoril-Praia, que vai "assumir o aumento do IVA na totalidade", segundo o presidente, Tiago Ribeiro. O vice-presidente do Arouca, António Jorge Teixeira, diz que o clube "irá manter os preços, embora fique prejudicado com isso". "Os bilhetes já são tão caros que se aumentarmos o preço vamos ter muito pouca gente no estádio", alertou António Jorge Teixeira.

Já Belenenses ou Desportivo das Aves dizem não ter condições de assumir o salto de 17 por cento no IVA, embora o clube do Restelo admita ainda uma alternativa que permita "arranjar uma situação de equilíbrio".

"Vamos ter de pensar muito bem e ver qual o impacto que essas coisas podem ter, porque não queria ver mais pessoas a afastarem-se. O objectivo é que haja mais pessoas a virem ao futebol e não que aquelas que já vêm, deixem de vir", afirma o presidente do Belenenses, António Soares. Quanto ao Desportivo das Aves, o líder Armando Silva admite que "muito dificilmente o clube terá condições para suportar o aumento do IVA".

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Rip Curl Pro Portugal com retorno superior a 10 milhões


A presença de Kelly Slater em Peniche, local que já é considerado a "Califórnia da Europa", é um dos atractivos da nona prova do Circuito Mundial ASP que se disputa de sábado até 24 de Outubro.


A organização do Rip Curl Pro Portugal, nona prova do Circuito Mundial ASP - com arranque previsto para sábado em Peniche - prevê um retorno mediático superior a 10 milhões de euros, num evento que tem um orçamento de 1,6 milhões de euros.

O diretor da Rip Curl Portugal, José Farinha, disse à agência Lusa que o orçamento - repartido entre Rip Curl e restantes patrocinadores -, sofreu "uma racionalização de custos", sobretudo devido ao conhecimento adquirido ao longo das últimas edições. 

"O 'know-how' que temos vindo a adquirir com o passar dos anos é que nos permite reduzir custos, sem que para isso se reduza a qualidade do produto final. No entanto, os custos inerentes à Associação Surfistas Profissionais (ASP) aumentam todos os anos em cerca de 10 por cento", disse José Farinha. 

Depois do retorno do investimento alcançado nas últimas edições, que "superou as expetativas", a valorização da região também ganhou com o evento, nomeadamente, através de uma taxa de ocupação hoteleira "muito próxima dos 100 por cento numa altura de sazonalidade baixa" e da visita de cerca de 120 mil pessoas durante o campeonato. 

"O impacto do Rip Curl Pro na economia local vai muito além dos dias em que a prova se realiza", assegurou o presidente da Câmara Municipal de Peniche, acrescentando que a competição garante visitantes "ao concelho, à região e ao país, que permanecem antes, durante e após" a mesma. 

António José Correia calcula que o concelho consiga um retorno "entre os 4 e os 6 milhões de euros, repartidos entre alojamentos, restauração, animação noturna, serviços de animação turística, compras, entre outras atividades". 

A presença de Kelly Slater em Peniche, local que já é considerado a "Califórnia da Europa", faz também aumentar as expetativas da organização quanto ao retorno do investimento, sobretudo porque o surfista poderá ficar mais próximo do seu 11.º título mundial. 

"Sendo Kelly Slater um dos ícones, não só do surf, mas também do desporto mundial, o facto de a prova portuguesa poder ficar ligada como o local em que o mesmo se sagrou campeão do Mundo pela 11.ª vez aumenta claramente as expetativas", sublinhou o diretor da Rip Curl Portugal. 

Além de Slater, a organização destaca também a presença do australiano Owen Wright, de 21 anos, atleta que representa a Rip Curl e que se encontra em "luta acesa" pelo título mundial com o norte-americano. 

Mas Peniche tem também "o incontornável" Tiago Pires, único atleta português que integra a elite do surf mundial, que este ano "pode obter um resultado acima do que tem feito nas anteriores edições, facto que iria sem dúvida trazer ainda mais público às praias", admitiu José Farinha. 

Este ano, a organização espera também perto de 100 mil visitantes nas praias de Peniche durante os nove dias de prova, que, entre 'staff', surfistas e imprensa, envolve 500 pessoas. 

Tal como nas primeiras edições, o evento tem preocupações a nível ambiental, sendo que a Rip Curl Planet (divisão da Rip Curl responsável por toda a área social) irá desenvolver um programa de compensação da pegada carbónica causada pelo evento. 

Entre 15 e 24 de outubro, as praias do concelho de Peniche recebem pelo terceiro ano consecutivo a prova do circuito mundial. 

A praia de Supertubos, assim chamada pela ondas perfeitas que podem chegar aos cinco metros de altura, volta a receber os vencedores da prova de 2009, o australiano Mick Fanning, e 2010, o norte-americano Kelly Slater. 

Fonte: DN



segunda-feira, 11 de abril de 2011

Stan Kroenke é o novo proprietário do Arsenal


O Arsenal anunciou que chegou a acordo com o multimilionário norte-americano Stan Kroenke, através do seu grupo, Kroenke Sports Entreprises (KSE), que será o novo proprietário do clube num negócio que chegará ao 731 milhões de libras (825,3 milhões de euros).

O grupo norte-americano tem vindo adquirir acções do Arsenal desde de 2007 e atingiu agora os 63 por cento, ficando obrigado, perante a lei, a fazer uma oferta pelas restantes acções. O empresário já terá chegado a acordo com os accionistas para adquirir as restantes acções.

O conselho de administração do Arsenal continuará a ser presidido por Peter Hill-Wood.

Este grupo já possui outras equipas nos Estados Unidos, como é o caso dos Denver Nuggets (NBA), Colorado Avalanche (NHL) e os Colorado Rapids (MLS).

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Google interessada em transmitir directos de eventos desportivos

A Google contratou Claude Ruibal, uma das mais reputadas figuras do mundo da negociação de conteúdos desportivos e ex-director da Universal Sports, para alargar o catálogo de eventos desportivos com transmissão no YouTube. Isto, depois de, no ano passado, o canal online ter oferecido em streaming jogos da liga indiana de críquete.

Agora, de acordo com declarações prestadas por Guatam Anand, responsável pela negociação de conteúdos da Google na região do Pacífico asiático, publicadas na Bloomberg, a Google estará a travar contactos em todo o mundo para levar a cabo os planos de transmissão de grandes eventos desportivos.

Fonte: Marketeer (25-02-11)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Top 25 transferências no futebol mundial 2010/2011


Em 2010/2011 o mercado de transferências de verão foi mais contido em relação aos valores recorde alcançados na temporada de 2009/2010, no entanto no período de inverno o mercado explodiu, principalmente em Inglaterra. A maior transferência da temporada foi a contratação do avançado Espanhol Fernando Torres por parte do Chelsea ao Liverpool por 58,5 milhões de Euros, tornando-se na 5ª maior transferência da história.

O Manchester City continua a ser o clube com o maior número transferências a fazerem parte da tabela das 25 maiores, onde as aquisições de Dzeko, Touré, Balotelli, David Silva, Kolarov e Milner, mas, mas o maior destaque vai para o envolvimento do Liverpool nas duas maiores transferência do ano, com a venda de Torres e a aquisição de Carroll ao Newscastle.
 

AS 25 MAIORES TRANSFERÊNCIAS MUNDIAIS 2010/11:

JogadorPaísPosVendedorCompradorValor
1Fernando TorresESPALiverpoolChelsea58.500.000 €
2Andy CarrollINGANewcastleLiverpool41.000.000 €
3David VillaESPAValenciaFC Barcelona40.000.000 €
4Edin DzekoBOSAWolfsburgManchester City37.000.000 €
5Angel Di MariaARGMBenficaReal Madrid33.000.000 €
6Yaya TouréCMMFC BarcelonaManchester City30.000.000 €
7Mario BalotelliITAAInternazionaleManchester City29.500.000 €
8David SilvaESPMValenciaManchester City28.750.000 €
9Luís SuarezURUAAjaxLiverpool26.500.000 €
10David LuizBRADBenficaChelsea25.000.000 €
11Aleksander KolarovSERDLázioManchester City22.700.000 €
12RamiresBRAMBenficaChelsea22.000.000 €
13Yoann GourcouffFRAMBordéusOlympique Lyon22.000.000 €
14James MilnerINGMAston VillaManchester City22.000.000 €
15Bruno AlvesPORDFC PortoZenith St. Petersburg22.000.000 €
16Darrent BentINGASunderlandAston Villa21.500.000 €
17Javier MarcheranoARGMLiverpoolFC Barcelona20.000.000 €
18Carlos EduardoBRAMHoffenheimRubin Kazan20.000.000 €
19Giampaolo PazziniITAASampdoriaInternazionale19.000.000 €
20Andrea RanocchiaITADGénovaInternazionale18.500.000 €
21RobinhoBRAAManchester CityAC Milan18.000.000 €
22Mesut OzilALEMWerder BremenReal Madrid18.000.000 €
23Luis GustavoBRAMHoffenheimBayern Munique17.000.000 €
24André-Pierre GignacFRAAToulouseOlympique Marselha16.000.000 €
25Asamoah GyanGHAARennesSunderland16.000.000 €
Fonte: FutebolFinance

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Chelsea dá lucro pela primeira vez na era Abramovich

O Chelsea anunciou esta segunda-feira que conseguiu um resultado positivo de 4,45 milhões de euros no exercício financeiro que terminou a 30 de Junho de 2010. É a primeira vez que o clube londrino obtém lucro num exercício anual desde que foi comprado pelo magnata russo Roman Abramovich.

No ano anterior, por exemplo, as contas do Chelsea tinham dado um prejuízo de 19,78 milhões de euros. O Chelsea anuncia assim que está mais próximo de conseguir cumprir os critérios do fair-play financeiro da UEFA, que obriga os clubes a não ter prejuízos superiores a 45 milhões de euros nos últimos três anos.

Recorde-se que a UEFA vai aplicar, a partir da próxima época, o princípio de fair-play financeiro, o qual se não for cumprido pode dar origem a suspensões das competições financeiras. O Chelsea anuncia desta forma que está pronto para conseguir cumprir os critérios que o princípio estabelece a todos os clubes.

«O facto do clube ter gerado lucro no ano em que registou a histórica conquista da liga inglesa e da Taça de Inglaterra é um grande incentivo e demonstra um progresso significativo em relação aos nossos resultados financeiros», adiantou Bruce Buck, o presidente da direcção do Chelsea.

Fonte: Maisfutebol

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Impacto económico de um Mundial da FIFA


Sempre existiram dúvidas quando ao impacto económico que um mundial da FIFA pode trazer ao país organizador da competição. No entanto o último torneio organizado pela África do Sul, veio revelar alguns dados importantes, que servem principalmente de registo para futuras organizações.

Segundo uma sondagem elaborada pelo National Department of Tourism (NDT) da África do Sul em conjunto com a South African Tourism (SAT), o ministério do turismo da África do Sul, o último mundial da FIFA levou ao país africano mais de 309.000 turistas, que no conjunto gastaram mais de 390 milhões de Euros, o que significou um grande acréscimo à economia do país.

Dados do Mundial FIFA 2010 – África do Sul 

  • No total entraram na África do Sul 309.554 turistas com a intenção de assistir a jogos do Mundial;

  • Dos 309.554 turistas 38% vieram do continente Africano, 24% da Europa, 13% da América Central e América do Sul, enquanto 11% vieram da América do Norte;

  • O país que mais turistas enviou para assistir ao Mundial da África do Sul foi os Estados Unidos com 30.175 turistas, seguido do vizinho Moçambique com 24.483 e da Inglaterra com 22.802;

  • No total foram gastos pelos turistas que visitaram a África do Sul cerca de 390 milhões de Euros;

  • Do total gasto pelos turistas 103 milhões de Euros foram gastos por Europeus, 69 milhões de Euros pelos adeptos Sul e Centro Americanos e 40 milhões de Euros gastos por adeptos do continente Africano.

  • A quantia média gasta por cada adepto foi de 1.300 euros;

  • Do total gasto pelos adeptos 30% foi gasto em compras, 20% em hotéis, 19% em comida e bebida, 16% em diversões e 11% em transportes. 

    Em média cada adepto passou 10,3 noites na África do Sul, dos quais 79% em hotéis e 21% em casas de amigos ou familiares. Com um custo que se estimou em cerca de 3.225 milhões de Euros, os benefícios são claramente inferiores aos custos, deixando apenas como grandes beneficiários dos eventos, a própria FIFA e as empresas patrocinadoras que alcançam uma exposição mediática gigantesca.

    Fonte: Futebol Finance (04-01-11)

    sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

    Barcelona acerta maior contrato de patrocínio na camisola do mundo com a Qatar Foundation



    Dos grandes clubes o Barcelona era o único que não utilizava patrocínio na camisola, renunciando esta apetecível receita. Até agora! 

    O Barça fechou um contrato de patrocínio com a Qatar Foundation, uma fundação sem fins lucrativos, para os próximos cinco anos. O acordo terá valores que torna o Barcelona o clube com o maior contrato de patrocínio do planeta.

    Os blaugrana já apresentavam desde 2006/2007 o nome da UNICEF na camisola, ao qual destinavam 1,5 milhões de euros por ano. Era de facto um caso atípico no mundo do futebol.

    Agora, e pela primeira vez na história do clube, a direcção do Barcelona parece ter mudado de ideias. Na próxima época, o Barcelona vai ter, pela primeira vez, publicidade paga na camisola da equipa principal de futebol. O acordo foi feito com a  Qatar Foundation vai render 30 milhões de euros por ano, mais bónus associados aos troféus conquistados, e é válido até 2016 num total de 150 milhões de euros.

    Javier Faus, vice-presidente para a área económica do Barcelona, lembrou que o novo patrocinador «é uma marca não comercial, uma ONG (Organização Não-Governamental) de um país que se quer dar a conhecer através da educação e do desporto», mas a verdade é que, pela primeira vez, o clube espanhol terá publicidade paga na camisola. O espaço será partilhado entre a Fundação Qatar e a Unicef, enquanto o acordo com esta entidade se mantiver.

    O ex-presidente Joan Gaspart a camisola do Barça não tem preço. "Estive no clube durante 25 anos e sempre pensei que a camisola do Barcelona não tinha preço. Não gosto de publicidade nas camisolas, já a da UNICEF não me agrada", afirmou o ex-presidente ao programa televisivo "Esports COPE".

    As críticas ao negócio vieram também pela mão do ex-vice presidente Alfons Godall - pré-candidato nas últimas eleições do clube - que "arrasa" o regime político do Qatar e repudia as relações de Sandro Rosell com o país.

    "Estabelecem-se relações com um país que tem um regime político que não trata bem as mulheres, é machista, anti-democrático e obscuro, e onde ninguém sabe ao certo quem manda. Além do mais, Rosell tem negócios privados no Qatar. A situação económica do clube não precisava disto, por isso não a usem como desculpa para fazerem o que querem", afirmou Godall

    Este acordo surge uma semana depois da atribuição do Mundial 2022 ao Qatar, candidatura que contou com o apoio do técnico do Barcelona, Pep Guardiola.

    Ranking de Patrocínios nas Camisolas (valores anuais)

    1. FC Barcelona (Espanha) / Qatar Foundation – 30 milhões de Euros
    2. CF Real Madrid (Espanha) / Bwin – 25 milhões de Euros
    3. FC Bayern Munique (Alemanha) / T-Home – 25 milhões de Euros
    4. Manchester United FC (Inglaterra) / AON Corporation – 24 milhões de  Euros
    5. Liverpool FC (Inglaterra) / Standard Chartered –  24 milhões de Euros
    6. Chelsea FC (Inglaterra) / Samsung – 14 milhões de Euros
    7. FC Schalke 04 (Alemanha) / Gazprom – 12 milhões de Euros


    domingo, 5 de dezembro de 2010

    Paragem á vista na NBA



    Os indícios apontam para que se repita uma paragem na NBA, a partir de Junho, mês em que cessa o acordo vigente de salários.

    Este fenómeno já aconteceu em 1995 (fora da época de jogos), em 1996 (durou apenas algumas horas) e em 1998/99 - esta sim, acarretando graves prejuízos -, que motivou a anulação de boa parte da temporada, só iniciada em Fevereiro, e o cancelamento do All Star Game.

    A última paragem foi provocada pelo facto dos proprietários das equipas quererem mexer no tecto salarial do contrato colectivo dos atletas e pretenderem definir os máximos de ordenados dos jogadores que assinassem fora do regime colectivo.

    Desta vez é a crise financeira mundial a servir de bandeira aos proprietários e à NBA para a redução nos direitos dos basquetebolistas. Algo que a NBPA (Associação de Jogadores da NBA), presidida por Derek Fisher, contesta. «É quase inevitável que aconteça uma paragem», anunciou o base dos Lakers após um encontro com responsáveis das equipas e da NBA, no qual apresentou a subida dos rendimentos das equipas (aumento de audiências, espectadores e patrocínios) para contrariar a argumentação dos patrões.

    Prevenidos para uma eventual paragem, a NBPA tem enviado mensagens aos seus associados para gastarem o dinheiro de forma mais criteriosa, ao mesmo tempo que desenvolve esforços no sentido de promover campanhas de educação de poupança dos chorudos ordenados.

    segunda-feira, 22 de novembro de 2010

    Real Madrid e FC Barcelona concordam em diminuir as receitas TV


    Das 42 equipas que fazem parte da Liga BBVA (primeira liga espanhola) e Liga Adelante (segunda liga espanhola), 30 chegaram a um acordo que prevê uma forma mais equitativa para a partilha das receitas provenientes dos direitos de transmissão televisiva da liga, reduzindo o fosso que separa as grandes das pequenas equipas.

    Em 2009/2010 a venda dos direitos de transmissão televisiva dos 42 clubes da primeira e segunda ligas espanhola, cifrou-se em cerca de 625 milhões de Euros. Deste valor, Real Madrid e FC Barcelona arrecadaram cerca de 22,5% cada, enquanto por exemplo os clubes mais pequenos da primeira liga arrecadaram pouco mais que 1,5%. 

    Embora o acordo não seja unânime, Real Madrid e FC Barcelona concordaram em reduzir as suas percentagem nas receitas televisivas de 22,5% para 17%, significando que em vez de arrecadaram em conjunto 280 milhões de Euros, passam a ganhar 212,5 milhões de Euros anuais, levando em conta o valor das receitas TV de 09/10.

    Este acordo prevê também a redução nas receitas TV conjuntas de Atlético Madrid e Valencia de 13% para 11%, enquanto as 22 equipas da segunda liga, terão direito a 9% da receita, mais do dobro da receita actual. No entanto alguns clubes consideram insuficiente este acordo, nomeadamente; Sevilha, At. Bilbao, Villarreal, Espanhol, Zaragoza e Real Sociedad.

    Fonte: Futebol Finance

    sexta-feira, 19 de novembro de 2010

    Ferran Soriano convidado para a Liga Premium Talks


    O futebol é a única indústria em que os empregados ganham mais do que o patrão, segundo Ferran Soriano, presidente da companhia aérea Spanair e que entre 2002 e 2008 foi director-geral do FC Barcelona.

    Ferran Soriano, autor do livro "A bola não entra por acaso", foi o convidado que inaugurou as conferências Liga Premium Talks, promovidas pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional e que contou com a presença, entre outros, dos presidentes da Liga, Fernando Gomes, do Benfica, Luís Filipe Vieira, e do Sporting, José Eduardo Bettencourt, de Joaquim Oliveira (Controlinveste) e de Jorge Mendes (Gestifute).

    Com uma visão do negócio futebol marcada pelos anos em que integrou a direcção do FC Barcelona, então presidida por Joan Laporta, Ferran Soriano explicou as estratégias que levaram o clube catalão à conquista da Liga dos Campeões em 2006, os erros que provocaram logo a seguir dois anos de insucesso, apontou caminhos para o futuro, sem esquecer a realidade e a escala do futebol e dos clubes portugueses.

    Investir no futebol, alterar os contratos dos jogadores, "diminuindo a vertente fixa e criando uma variável quem em caso de sucesso desportivo era mais compensadora do que a remuneração que vigorava" e fazer "80% das mudanças na estrutura no primeiro ano" foi a receita para inverter um ciclo de prejuízos acumulados e de anos sem títulos conquistados.

    Nos grandes clubes, em que as estrelas recebem na ordem dos dez milhões de euros por ano, não é pelo dinheiro que se consegue a motivação para as vitórias, mas a remuneração variável tem o mérito de dividir os riscos com os jogadores: se houver títulos as receitas aumentam e os jogadores ganham mais, até porque Ferran Soriano destacou que "o futebol é a única indústria em que os empregados ganham mais do que o patrão". 

    Em pouco tempo o FC Barcelona multiplicou os proveitos, sendo hoje, a par do rival Real Madrid e do Manchester United, os clubes de futebol do Mundo que mais receitas geram, na ordem dos 400 milhões de euros anuais. E começou então a ganhar, processo que culminou em 2006 com a conquista da Liga dos Campeões.

    Depois de escalado o Everest do futebol, com a conquista da Champions, o FC Barcelona voltou a perder, curiosamente com a mesma equipa, com os mesmos jogadores. Segundo Ferran Soriano, isso aconteceu porque se perdeu o equilíbrio social da equipa e os directores, entre os quais o próprio Soriano, optaram pela "solução mais cómoda", que foi não provocar nova ruptura - "a emoção condiciona a tomada de decisões".

    Para os clubes portugueses, oriundos de um mercado pequeno e com mais dificuldades em conseguirem uma afirmação global, Ferran Soriano recomenda uma aposta forte na marca, dando o exemplo dos mexicanos do Chivas, primeiro clube do Mundo a competir em dois países diferentes, com equipas diferentes, mas sob a mesma denominação (México e Estados Unidos), ou do Boca Juniors, da Argentina, que tem a força de uma marca global.

    Em alternativa, recordou que os grandes clubes portugueses são vistos pelos principais emblemas da Europa como excelentes "clubes-teste" e apresentou como exemplo a actuação do FC Porto no mercado argentino: "O Porto comprou na Argentina, colocou-os na vitrina e depois vendeu-os com mais-valias. É um modelo de negócio possível".

    Fonte: Jornal de Notícias