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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Impacto económico de um Mundial da FIFA


Sempre existiram dúvidas quando ao impacto económico que um mundial da FIFA pode trazer ao país organizador da competição. No entanto o último torneio organizado pela África do Sul, veio revelar alguns dados importantes, que servem principalmente de registo para futuras organizações.

Segundo uma sondagem elaborada pelo National Department of Tourism (NDT) da África do Sul em conjunto com a South African Tourism (SAT), o ministério do turismo da África do Sul, o último mundial da FIFA levou ao país africano mais de 309.000 turistas, que no conjunto gastaram mais de 390 milhões de Euros, o que significou um grande acréscimo à economia do país.

Dados do Mundial FIFA 2010 – África do Sul 

  • No total entraram na África do Sul 309.554 turistas com a intenção de assistir a jogos do Mundial;

  • Dos 309.554 turistas 38% vieram do continente Africano, 24% da Europa, 13% da América Central e América do Sul, enquanto 11% vieram da América do Norte;

  • O país que mais turistas enviou para assistir ao Mundial da África do Sul foi os Estados Unidos com 30.175 turistas, seguido do vizinho Moçambique com 24.483 e da Inglaterra com 22.802;

  • No total foram gastos pelos turistas que visitaram a África do Sul cerca de 390 milhões de Euros;

  • Do total gasto pelos turistas 103 milhões de Euros foram gastos por Europeus, 69 milhões de Euros pelos adeptos Sul e Centro Americanos e 40 milhões de Euros gastos por adeptos do continente Africano.

  • A quantia média gasta por cada adepto foi de 1.300 euros;

  • Do total gasto pelos adeptos 30% foi gasto em compras, 20% em hotéis, 19% em comida e bebida, 16% em diversões e 11% em transportes. 

    Em média cada adepto passou 10,3 noites na África do Sul, dos quais 79% em hotéis e 21% em casas de amigos ou familiares. Com um custo que se estimou em cerca de 3.225 milhões de Euros, os benefícios são claramente inferiores aos custos, deixando apenas como grandes beneficiários dos eventos, a própria FIFA e as empresas patrocinadoras que alcançam uma exposição mediática gigantesca.

    Fonte: Futebol Finance (04-01-11)

    segunda-feira, 15 de novembro de 2010

    Cristiano Ronaldo em saldos para FIFA



    Organismo que tutela futebol mundial vai distribuir 32 milhões pelos clubes que cederam jogadores. Barcelona é o que mais recebe. 

    A FIFA pagou cerca de 25 vezes menos do que o Real Madrid para ter Cristiano Ronaldo a jogar no Campeonato do Mundo. Isto porque o organismo que governa o futebol mundial atribuiu aos clubes um prémio diário de 1.300 euros por cada jogador. No caso de Ronaldo, o mais bem pago do Mundo - mais de um milhão de euros por mês -, essa diferença é abismal: diariamente, o clube espanhol paga 36 mil euros para ter os serviços do internacional português.

    O caso do português não é o único. Na lista dos maiores salários de futebolistas em 2009/2010 elaborada pela ‘Futebol Finance', atrás do nome de Ronaldo surgem ainda Messi, Eto'o e Kaká - os três jogadores recebem nos clubes cerca de 30 mil euros por dia. O montante de 1.300 euros continua, porém, a ser irrisório e, na prática, não compensa os clubes na dispensa de jogadores para a maior prova do Mundo de futebol.

    Fonte: Económico

    sexta-feira, 12 de novembro de 2010

    Brasil faz seguro para precaver cancelamento do Mundial 2014

     
    O Brasil já garantiu um seguro para a realização do Mundial de Futebol em 2014. Sequestros, alterações climáticas ou atentados terroristas estão cobertos pela apólice. 

    A notícia é avançada pelo Brasil Económico que dá conta que a Fifa já contratou a seseguradora alemã Munich Re para cobrir o evento. Devido a cláusulas de confidencialidade, porém, a companhia não pode dar detalhes sobre o contrato.

    A apólice cobre os custos, despesas e a perda de lucro caso um evento seja cancelado ou adiado por motivos que fujam ao controlo dos organizadores, como alterações climáticas ou atentados terroristas.

    No leque de seguros de eventos como o Mundial ou os Jogos Olímpicos, a apólice de cancelamento de eventos é a mais cara, segundo Warren Harper, director geral da Marsh Atlanta, especialista em riscos e seguros de eventos desportivos.

    Isto porque o cancelamento ou adiamento de um jogo gera um efeito cascata de despesas, desde a organização do evento até às emissoras de televisão que compraram direitos de transmissão.
    O segundo seguro mais caro é o de responsabilidade civil, já que esses eventos concentram muitas pessoas num mesmo local ao mesmo tempo.

    Além das coberturas de cancelamento e responsabilidade civil, são contratadas várias outras apólices, como de responsabilidade civil de administradores (D&O), patrimonial, seguro de equipamentos e de transportes.

    "Essas são as coberturas de praxe", comenta Mauro Leite, líder da Especialidade de Responsabilidade Civil e Ambiental da Marsh Brasil.

    Há, no entanto, coberturas adicionais que podem ser contratadas de acordo com as necessidades locais do evento desportivo. Uma delas é a de sequestro.

    "É importante que a gestão de riscos e o programa de seguros comece a ser discutido quatro ou cinco anos antes do evento", alerta Harper, da Marsh Atlanta, que participou no programa de gestão de riscos dos Jogos de Atenas (2004), Torino (2006) e Pequim (2008).

    Os seguros são contratados pelos agentes organizadores e participantes dos eventos: organizações desportivas como a Fifa, comités organizadores locais, emissoras de TV, patrocinadores, companhias de viagens, hotéis, entre outros. Segundo a Munich Re, o último Mundial de Futebol implicou apólices no valor de 5 mil milhões de dólares.

    Fonte:  Económico

    terça-feira, 5 de outubro de 2010

    Spots publicitários - Candidatura Ibérica ao Mundial 2018


    No âmbito da união entre Portugal e Espanha relativa ao objectivo de ganhar o direito à realização do Mundial de Futebol 2018, foram realizadas diversas campanhas apoiadas por diversos suportes.

    Cientes de que para uma aceitação por parte da FIFA será necessária não só uma coordenação perfeita entre as duas federações mas também uma consciencialização e união dos povos dos dois países em prol deste objectivo comum, diversas actividades foram realizadas com este objectivo.

    Como foi descrito  na carta entregue ao presidente da FIFA, Joseph Blatter, pelos presidentes das federações portuguesa e espanhola, Gilberto Madail e Angel Villar, e pelos respectivos secretários de Estado do Desporto, Laurentino Dias e Jaime Lissavetsky, o lema desta candidatura é "dois povos, um só objectivo". 

    "Dois países que possuem uma só história, a da Península Ibérica, onde se agregaram diferentes povos provenientes de horizontes geográficos, culturais e religiosos distintos. Dois povos que partilham e partilharam o mesmo destino, a mesma fé no futuro, o mesmo desejo de progresso numa terra bonita, dura e rica que formou o carácter do ‘homo ibericus'", refere a missiva.

    Com esta candidatura, quer-se reforçar "a unidade de dois povos que querem competir e trabalhar em conjunto, conseguir a organização do Campeonato do Mundo FIFA 2018/2022 e proporcionar ao Mundo e à FIFA o melhor e mais alegre Mundial que alguma vez se realizou".

    Para esta campanha foi realizado um filme em que o melhor dos países é enaltecido com orgulho e vaidade, mostrando ao mundo a beleza de Portugal e Espanha assim como a vontade que estes povos têm de receber o planeta do futebol de braços abertos.




    quarta-feira, 29 de setembro de 2010

    FIFA - Transferências online


    A FIFA lançou um sistema online que pretende fazer um controlo apertado sobre todas as transferências internacionais e torná-las mais transparentes. O Transfer Matchin System (TMS) passa a funcionar em todo o mundo a partir desta sexta-feira, 1 de Outubro.
    O sistema, que foi usado em fase experimental em alguns países nos últimos dois anos, quer ser um instrumento essencial para detectar, por exemplo, casos de lavagem de dinheiro. 

    O funcionamento é simples. Os dois clubes envolvidos numa transferência têm que submeter no TMS a mesma informação, caso contrário a transferência será bloqueada e a Federação não pode emitir o certificado internacional do jogador. Fazem-no através de um formulário com mais de 30 pontos, que incluem a informação sobre o jogador, sobre o clube, sobre os pagamentos (incluindos a verba envolvida, as prestações e detalhes bancários ou os pagamentos por formação devidos a terceiros. A esta informação têm de ser anexadas cópias dos documentos do jogador e do contrato, sempre por via electrónica. 

    «É um momento histórico para o futebol. O TMS é um sistema online relativamente simples, mas terá um impacto tremendo nas transferências internacionais. Graças a ele, as autoridades do futebol têm mais detalhes sobre cada transferência. O mais importante é que aumenta a transparência das transacções e ajuda-nos em questões como a luta contra a lavagem de dinheiro e a protecção das transferências de menores», afirmou Joseph Blatter, presidente da FIFA, na apresentação do programa. 

    A FIFA reforça a utilidade do TMS no que diz respeito aos jogadores jovens. Ao garantir que é possível seguir desde cedo o percurso de um jogador, permite saber quais os clubes por onde passou e que devem ser compensados pela sua formação. Também pode ajudar a reduzir o número de transferências de menores. Elas estão sujeitas desde 2009 à aprovação de um subcomité da FIFA, que terá agora informação imediata sobre qualquer intenção de transferência de um jogador nessas condições. 

    O TMS, anuncia ainda o organismo, vai aplicar-se a todas as federações filiadas na FIFA e a 3633 clubes. 

    A FIFA não revelou quantos elementos terá a investigar eventuais irregularidades detectadas, mas garante que haverá sanções pesadas para quem cometer infracções. Os responsáveis do organismo também defendem que, apesar de ter estado em fase experimental, o sistema já teve resultados, nomeadamente na redução de transferências de menores na América do Sul. «Basicamente, os clubes diziam: «Isto é demasiado difícil, há demasiadas exigências», disse Mark Goddard, responsável do programa anti-corrupção da FIFA, em conferência de imprensa.

    Fonte: Maisfutebol (29/09/10)